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Equipe do DSEI Ilhéus visita Hospital Materno-Infantil e conhece modelo de atendimento aos Povos Originários




O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, acolheu uma equipe do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) – Polo Base de Ilhéus, que visitou as instalações, com o objetivo de conhecer o funcionamento e os serviços prestados pela unidade hospitalar. Esse foi mais um passo dado pela direção do HMIJS visando a implantação do seu projeto de atenção especializada aos Povos Originários. Inaugurado em dezembro de 2021, o HMIJS é uma obra do governo do estado administrado desde o início pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS) e trabalha para ser o primeiro hospital da Bahia e o segundo do Brasil a contar com esta especialidade.


Os DSEIs são unidades descentralizadas que organizam o atendimento da população indígena em territórios regionais, articuladas com a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Recentemente representações dos Povos Originários e a direção do Materno-Infantil assinaram o Plano de Metas e Ações para atenção especializada, considerado um passo decisivo para a implantação do programa. As diretrizes gerais que norteiam o programa vão desde a melhoria no acesso das populações indígenas ao serviço especializado; adequação da ambiência de acordo com as especificidades culturais; e ajuste de dietas hospitalares considerando os hábitos alimentares de cada etnia.


A iniciativa conta ainda com o acolhimento e humanização das práticas e processos de trabalho dos profissionais em relação aos indígenas e demais usuários do SUS, considerando a vulnerabilidade sociocultural e epidemiológica de alguns grupos. Também estão previstos o estabelecimento de fluxo de comunicação entre o serviço especializado e a Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena, por meio das Casas de Saúde Indígena (CASAI) e a qualificação dos profissionais que atuam nos estabelecimentos que prestam assistência aos povos indígenas quanto a temas como interculturalidade.


*Escuta*


Nos últimos meses, a direção do Materno-Infantil tem visitado e ouvido comunidades Tupinambá como forma de entendimento das suas necessidades. “Agora a proposta da visita-guiada para as equipes do DSEI é, sobretudo, para poder trocar experiências e avançar no processo de consolidação do projeto”, destaca a diretora-geral do hospital, Domilene Borges. As equipes do DSEI são formadas por enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de saúde indígenas.


*Crescimento*


O Brasil tem quase 1,7 milhão de indígenas, segundo os dados divulgados pelo IBGE. Com 229.103, a Bahia conta com a segunda maior população indígena no país, o que representa 1,62% dos habitantes do estado. Salvador é a segunda capital mais indígena do Brasil. No ranking das 50 cidades do Brasil com maior comunidade do grupo étnico, a Bahia ainda conta com Porto Seguro, em 14°, e Ilhéus, 21°. Entre a pesquisa de 2010 e de 2022, ocorreu em todo o Brasil um acréscimo de 88,8% no contingente absoluto de pessoas que se autodeclararam indígenas.

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